Dados pessoais do matemático:
René Descarte ou Renato Cartesius (como ele assinava em Latim), nascido em 31 de março de 1596, em La Haye, na província de Touraine. Era filho de Jeanne Brochard que morreu quando ele tinha um ano e de Joachim Descartes, advogado e juiz em La Fleche. Ele foi criado por sua avó materna. Juntou-se com Helene e tiveram uma filha de nome Francine que aos cinco anos de idade morreu, para Descartes sua morte foi um grande abalo. Sobre a morte do próprio Descartes, alguns dizem que ele morreu em 9 e outros em 11 de Fevereiro de 1650, em Estocolmo, Suécia com 54 anos provocada por uma pneumonia aguda.
Período escolar
Aos oito anos ingressou no colégio jesuíta e permaneceu lá cerca de três anos, foi aluno do Padre Estevão de Noel, onde fez sua primeira crítica da forma que os conteúdos eram expostos para os alunos, em seguida foi para a escola da Companhia de Jesus ainda em La Fleche permaneceu lá por cerca de nove anos. Em 1616 iniciou seus estudos em Direito na Universidade de Poitiers, já em 1617, alistou–se no exercito onde descobriu sua paixão e talento para a matemática, quatro anos mais tarde pediu demissão e foi dedica–se ao estudo da matemática (geometria analítica).
Produção matemática: livros publicados e teses defendidas
Retorna a França em 1622 passando em Paris onde se estabeleceu, mas em 1628 muda–se para Holanda, onde mora e trabalha pelos seus vinte anos aproximadamente. Decidiu então publicar três de suas obras: a Dióptrica, os Meteoros e A Geometria.
Suas principais obras foram:
v Discurso do Método (1637).
v Meditações Metafísicas (1641).
v Do Homem (1662).
v Tratado do Mundo (1664).
Vários pensamentos de René ficaram conhecidos, dentre eles temos:
“Penso, Logo existo”.
“Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis.”
“Os homens que se emocionam com as paixões são capazes de ter mais doçura na vida.”
“Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir.”
Ele é considerado o fundador da Filosofia moderna e também o pai da matemática moderna.
Com suas viagens, ele desenvolveu o Discurso do Método que fala de suas verdades.
Referências:
DAMÁSIO, António R. O Erro de Descartes: Emoção, Razão e o Cérebro Humano. São Paulo, Companhia das Letras, 1996.
DESCARTES. Œuvres, édition Charles ADAM et Paul TANNERY, Léopold Cerf, 1897-1913, 13 volumes; nouvelle édition complétée, Vrin-CNRS, 1964-1974, 11 vol. (edição de referência).
SPINELLI, Miguel. "A Matemática como paradigma da construção filosófica de Descartes". In: Revista Cadernos de História e Filosofia da Ciência. Unicamp, Campinas, v.2, n.1, 1990, pp. 5–15.






